segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Virgem...

[Em homenagem à Selminha, a mulher do meu coração]

[11h22]

Não sou o que estou. Eu me transformei no que sou.


Transformo-me a cada dia que me entrego à escravização do gozo ilimitado, o qual, confesso: adoro.


Gosto do prazer despreocupado com sentimentalismos farisaicos.
Gosto desse carinho interesseiro, dessa atração avassaladora sem precedentes, dos artifícios baratos usados no jogo do envolvimento.
Gosto de curtir o momento, gosto de me enganar com mil promessas de 'até amanhã' que nunca se cumprem.
Como um bom geminiano, gosto de me prender aos meus pensamentos, mas gosto ainda mais de me sentir livre dos que me têm.
Gosto dos olhares secos de tesão, da maneira resistente de conter o coração numa hora tão envolvente e penetrante, dos atentados ao próprio corpo.
Gosto da sutileza violenta com a qual deixamos claro que não queremos nada a mais, e da violência sutil com que nos autoflagelamos ao admitir isso.
Gosto de brincar com o perigoso, de entrar em portas fechadas, de continuar na sala escura. Gosto de me vender pelo preço que não cobro.


Sou o que estou. Gosto do gosto de estar como estou. De estar o que sou.




[12h12]

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A distância


O papel parece estar distante do meu lápis. Começo a escrever o que sinto no mais íntimo de mim e algo prende as palavras, não as deixa livres para expressarem essa fase de dúvidas, receios e ansiedades.

Eu estava satisfeito com a minha solitude. É tudo tão confuso... quando pensava que passaria muito tempo sem me entregar por inteiro a alguém, reaparece uma oportunidade de rir e chorar, compartilhar momentos marcantes, esquecer do mundo e mergulhar nos braços de quem quero hoje. Queria gritar seu nome, mas se o fizer, mesmo estando perto, não me ouvirá.

Vou dar um passo de cada vez. Cada dia com seu próprio mal.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Encontro's



Um encontro.
O melhor encontro dos últimos tempos.
Conversas para contar as novidades e reaver o tempo em que estivemos distantes.
Uma volta.
Mais conversas.
Agora o olhar não era outro. O mesmo, porém recíproco.
Outra volta até nos enfiarmos dentro de um quarto pequeno com uma cama também pequena.
Eu nem lembrava como eram seus beijos. Na verdade, eu nem lembro se da outra vez que ficamos, nos beijamos. Mas posso garantir que foram marcantes. Apertava-me com força, sentia o seu corpo roçar no meu com um tesão enorme. E nos beijávamos mais.
Tiramos as camisetas, e ele começou a beijar meu peito e dar leves mordidas. Enquanto isso, lambia sua orelha esquerda. Transitei pelo seu corpo, desvendando algumas partes não descobertas em Janeiro.
Já sem as calças, nos abraçávamos e beijávamos. Nos seus braços eu tinha a dimensão, mesmo que apenas por um momento, da enormidade do mundo e da brevidade da vida.
Quase cheguei ao ápice do prazer apenas nas preliminares.
Nus.
Na cama...
Transei como nunca. Transamos.
Várias tentativas não permitidas de gozar, porque entendi que precisávamos curtir mais o momento que, talvez, não se repetisse mais.
Transamos mais. E mais. E mais...
Gozamos.
Pensando agora que já passou, sei que não foi apenas sexo por sexo. Havia algo mais, que nem sei dizer o quê. Mas vou descobrir. Vamos.
O tempo, tempo, tempo, tempo nos dará as respostas, como canta a maravilhosa Maria Bethânia.

Fiscalizando...

Uma troca de olhares.
O envolvimento é perigoso, mas vale a pena correr o risco.
É bem diferente das outras simpatias e melhor do que todos os outros.
Sobreveio-me um presságio de que essa relação será duradoura, porque as experiências passadas fizeram-me amadurecer e compreender a essência do verdadeiro amar. Amar é não relevar tudo ou ceder sempre, mas é respeitar seus próprios valores e não negociá-los.
Dará certo porque esse relacionamento é com "mim" mesmo.

sábado, 31 de julho de 2010

Carta à saudade

[03h32]

O choro me invade inteiro.
Lembrar do seu olhar a me olhar me traz saudades.
Pensar que tudo aquilo poderia ser tudo isso, tira meu sono e me faz refletir sobre o que poderia ter sido diferente.
Nada.
Chego à conclusão que não havia nada fazer, senão viver intensamente aquele momento.
Como vivemos.
Um certo Mar...

[03h51]

O passado que virá

O que foi
Está aqui
Presente...
Vivo!

O que vem
Vai longe
Passado.
Sinto!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Visões




[Desabafos de olhos saudosos (Z.I.)]

Quando vier
Vai ver
Que não vi
Nada além do que meus olhos viram.

Uma vista
Vista por fotografias
Olhos de saudade...

Venha para me ver
E veja
A única visão que tenho
Vejo
Você.

Em mim.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ali...


25/06/2010 [01h40]

[Desabafos de um saudoso apaixonado (Z.I.)]

Se o vento colaborasse com meu plano e me prometesse que levaria minha mensagem, eu gritaria essa saudade.
Estar longe por cinco dias é confirmar o que já sabíamos; é acordar lembrando o seu sorriso; é planejar o reencontro, mesmo sabendo que o planejamento não servirá de nada, pois quando chegar a hora só saberei beijar a sua testa e dizer somente com o olhar: "amor, eu sou teu"; é contar a nossa história a todos que conheço; é fechar os olhos e lembrar de cada detalhe seu; é pedir ao tempo que ele passe rápido e traga logo o meu bem.
Estar perto é saber o que já foi confirmado; é acordar sorrindo com a certeza de que mais tarde eu o terei; é pensar no encontro sempre no mesmo lugar, planejado como deve ser; é apresentá-lo a todos que conheço; é prestar atenção, de olhos bem atentos, em cada detalhe seu; é pedir ao tempo que ele passe bem devagar para que fiquemos mais tempo juntos.
O vento vai soprar bem manso no ouvido de quem tem me feito tão feliz, o que eu espero o momento certo para dizer. Amo-te.

[02h16]

Encantado(r)

[Desabafos de um encantado por um alguém encantador (Z.I.)]

Melhor que acordar e ser invadido quando lembro dos seus olhos penetrantes a me olharem, é encará-los bem de perto quando estamos juntos. Uma alegria me transborda inteiro como se eu esquecesse de tudo. Estarmos juntos é ter certeza de bons momentos, inesquecíveis, singulares. Faltam até palavras para descrever o que, de fato, sinto quando nos encontramos ou, simplesmente, quando me vem à memória o seu rosto, o qual gravei na mente desde o primeiro encontro.
A sintonia é incrível. Parece que nos conhecemos há muito, e o desejo de estar perto é inevitável. Apenas três dias foram suficientes para me encantar com o seu sorriso, seu olhar, seu estilo, seu jeito de falar bem "carregadinho"... enfim, tudo que me faça recordá-lo. Hoje, meu pensamento é dele, e eu espero que continue sendo por longos dias. Que essa euforia que me toma se prolongue e que se um dia pensarmos no fim disso tudo, lembremos do começo, tão simples, porém lindo e encantador como num sonho.

terça-feira, 25 de maio de 2010

À saudade... (,)


Uma vontade imensa de escrever não sei o quê me sobreveio agora.
Falar algo... talvez para me aliviar...
Só penso no que poderia vir a ser, mas é melhor pensar no que poderá ser se vir...
...
À saudade, não colocarei um ponto nem três, mas uma vírgula,