terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um dezembro urgente



Entre mortos e feridos, meu coração está aqui, cheio de esperanças de que enfim chegue a hora tão esperada há tempos, hora de pulsar nas mãos de um alguém que valha a pena.

É uma sensação de urgência que me toma por inteiro. Dezembro tem de chegar.


Olhar seu rosto lindo; ouvir sua voz acariciando meus ouvidos; saber que o sentimento é recíproco; pensar que podemos ser mais, juntos; desejar tocá-lo com cuidado para não machucá-lo; romper as barreiras geográficas e encostar meu rosto ao seu; sentir o vento bater na minha nuca, fechar os olhos e sentir-me beijado; dormir pensando nele e acordar com a sensação de que ele continua comigo, mesmo quando o sonho acaba; escrever esse texto sem saber qual será a próxima frase, simplesmente porque ele me toma todo pensamento e me leva para um plano desconhecido por mim, contudo muito mais cativante do que eu poderia imaginar; renunciar projetos e planos a fim de estarmos juntos o quanto antes.


Nada me assusta. Não há o que temer. Se tudo isso tem acontecido rápido, é porque tinha de ser assim.


Quero ser-te completo, meu bebê, para que de nada necessites quando formos um.

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaa...

(pausa para respiração...)

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
AAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAA..

(ainda quero gritar mais)

AaaaaaaaaaaaaaaaaaAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAaaaaaaaaaaaa... aaaa... aa.. a

Posso gritar?

Obrigado.

Ansiedade é uma dor que ainda não se sente por completo. E ela me toma de maneira arrasadora, comendo-me toda tranquilidade. É uma tensão perturbadora que me tira o sono, não tenho fome, o ânimo para realizar os afazeres quotidianos me é anulado.
Em minhas mãos está o poder de exaurir esse sentimento de agonia, mas o medo me consome e tira toda força que minhas pernas precisam a fim de ir aonde necessito.
Hoje. O dia é hoje. Não sei se volto renovado ou frustrado. A alternativa que me resta é esta: vencer o que me nega antes mesmo de conhecê-lo e cumprimentar a realidade que baterá a minha porta.

sábado, 17 de setembro de 2011

Gênesis


[Dedicado a I.B.]

Leve ao escrever
Paz ao perceber-me assim
Entremeios e fins
Vejo o horizonte de pé
Prazer

Lua linda me traz à memória
Lambe-me a tez e o querer
Afim de ter o que é afim entre nós
Lábios teus, meus
Glória

Ter-te e ser-me
Corações conectados
Prende-me aqui
Eis minha alvorada, descompassados
Erguer-me

Trai-me a traição
Chega com teu encanto
Afago teu pranto
Rosas vermelhas
Solidão

Músicas para lembrar de ti
Conexão estabelecida
Alegria compartilhada
Não me diga nada
...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Meu garoto

[Dedicado a I.B.]

Nossos caminhos entrecruzaram-se. Era domingo pela manhã de um doce setembro. O primeiro contato me deixou anestesiado pelas suas palavras maduras e sábias a respeito da futilidade com a qual o mundo insiste em nos subjugar. Aquelas palavras entraram em mim como uma suave canção que me pedia a interagir com seus acordes e sua harmonia. Estive em outro plano, ao plano que sua melodia me levou. Lancei-me à novidade maravilhosa, que era curtir o momento e, talvez, deliciar-me mais uma vez com a oportunidade de sua fala a mim. Durante aquela primeira conversa, senti algo há muito esquecido – uma sensação que me tomou por inteiro, da mesma forma como um casulo toma a lagarta por quiçá uma semana e só depois nasce a borboleta, ávida de ares.

Quando eu pensava em desacreditar de relacionamentos estáveis, quando eu já pensava que esse não era definitivamente o ano do amor ou das investidas do coração, quando eu pensei que controlava meu coração e seus gostares... chega um certo monopolizador dos meus pensamentos.

Até meus sentidos ficam mais aguçados ao se depararem com aquela imagem linda por trás da tela (a qual, vale ressaltar, ajuda-nos tanto a suprir a carência do contato pessoal). Meus olhos cegam-me a realidade e me faz vê-lo como se estivéssemos frente a frente, encarando-nos e lendo tudo que ele sente através do brilho do seu olhar; consigo sentir o cheiro de sua pele, que emana um suave olor de doçura e atração, mesmo a vários quilômetros de distância; sua voz é uma nova canção, inefável; toco sua fotografia como se fosse possível sentir o calor de seu corpo junto ao meu; nossos encontros diários têm sabor de um doce , que vou degustando infindamente ao longo das três horas noturnas que ficamos "juntos".

Estou inebriado, pois, por uma alegria compartilhada. É como se ele me tirasse daqui e me transportasse ao seu mundo, lindo como ele somente. Viajo por suas alamedas cheias de graça e fico mais feliz quando sou convidado a passear pela sua vida; tenho adorado conhecer suas perspectivas e dissabores, anseios e conquistas.

Sei que dias melhores virão. Dias em que compreenderemos o querer bem como o ápice do relacionamento. Esses dias serão testemunhas do sentimento mais puro e exímio que já experimentamos.

Sejam bem vindos, momentos inesquecíveis! Entrem e sintam-se à vontade.

domingo, 7 de agosto de 2011

Correspondência a 130 km


Ao tragar um cigarro na varanda, contemplo seus olhos no brilho das estrelas, que insistem em ofuscar-me em meio ao céu nublado e distante. A distância já não me é mais problema, pois a correspondência não se faz simplesmente por toques, mas por encontro de almas quando se fundem em uma apenas.
Uma mistura de sensações me consomem e me tomam por inteiro – querer estar perto e me sentir seguro em seus braços; uma saudade sem precedentes e inexplicável; meu pensamento passeia entre sua imagem linda a me olhar; sua voz é a melhor e mais doce canção que permeia em meus ouvidos; perco-me entre sonhos e realidade, paixões e quereres, futuros e um presente formidável.
Ultimamente não tem sido fácil falar de amor. Sentir-me com a boca seca, os olhos brilhando e a motivação de escrever bem mais que algumas linhas – um canto ao encanto que me preenche bem no canto do meu ser – é o que me impulsiona para 130 km de mim e faz-me exalar felicidade. As palavras parecem, por vezes, pleonásticas, mas mostram apenas formas diferentes de viver paixões diferentes em situações diferentes, mas com uma mesma essência: buscar no outro aquilo que me completa.
Não sinto receio, tampouco medo de tentar outra vez a sensação de perder os sentidos e continuar sóbrio à paixão. Quero ser-te completo. E a obviedade disso tudo estará explícita na complexidade deste mesmo ser que te quer inteiro. Um ser sedento de ouvir-te o silêncio que emana dos momentos em que não estás comigo. Preciso sentir o teu perfume inundar todo meu corpo, mesmo quando não houver contato direto com tua pele. Quero acenar para ti e receber teu olhar, ainda que não estejas ao meu alcance para te enxergar. Coisas sem sentido, porque o que sinto hoje me não faz sentido, apenas transito entre a transa do trançar o futuro e do aproveitar o presente.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ao adormecer...

Minhas afirmações de que esse ano não era, definitivamente, o ano do amor caíram por terra no dia em que o encontrei novamente. Foram prementes dois encontros para que nossos corpos sentissem necessidade de manterem contato por outras infindas vezes. Entretanto, mais que algo físico, nossos corações conversaram enquanto fazíamos amor naquele instante de satisfação, prazer, troca de carinhos e, sobretudo, de olhares com a mesma interação.
O que mais quero é entender seus desejos mais íntimos e realizá-los; dividir momentos inesquecíveis e amá-lo como ele merece; mostrá-lo meu mundo e marcar a sua vida com os momentos mais lindos que podemos viver; dormir em seus braços e acordar ao seu lado – quando abrir os olhos, quero que ele seja a primeira visão do meu dia; sentir seu calor ao nos abraçarmos...
Ínfimos detalhes me atraem ainda mais para essa nova explosão de sentimentos. Assistir a um filme juntos e ver que ele pegou no sono, nossos beijos envolventes, seus abraços calorosos, sua pele macia a se encostar na minha, suas mãos a acariciar-me o rosto, seu sorriso lindo a me mostrar que o mundo é muito melhor do que eu imagino.
Uma música nova nos foi apresentada. Seguiremos adiante nessa levada, a fim de sobrevivermos ao tempo, que – por vezes – é um empecilho à estabilidade; e vivermos algo singular, jamais vivido até então.

terça-feira, 19 de julho de 2011

1º ato


Sinto-me em um barco imóvel, sem nada a fazer senão remar rumo a quem quero, mas sem saber aonde chegar.
Ele não me quer largar. Seus beijos, em uma noite, foram tão marcantes quanto seu cheiro que sinto ao, simplesmente, fechar meus olhos. Sua pele macia me fez deslizar pelos mais profundos desejos. Ao darmos as mãos, fizemo-nos mais fortes e percebemos que o querer era mútuo.
Ao dormir, ele faz parte do meu último pensamento e não entendo muito bem o que está acontecendo comigo... a saudade se transforma em solidão acompanhada. Tão pouco tempo e tão envolvido em seus laços.
Acordei menos. Quando abri os olhos, meu mais já não estava mais ao meu lado. A distância entre nós, hoje, não é tão grande, mas não posso tê-lo perto a mim para me livrar de todas as aflições do dia.
Amanhã estaremos impossibilitados de nos encontrar, mas poderemos nos ver com mais frequência por uma tela – impessoal, vazia, fria.
“Vamos manter contato...” – sua última fala a mim antes de nos despedir. Esperarei nosso reencontro como nunca.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Coincidências...

Noto-me completamente tomado por um só pensamento.
Seus beijos fazem-me Gigante; seus braços a me envolverem: minha Liberdade; nossa dança, meu Estímulo a ficar mais um pouco; ao oferecer-me um pouco de cerveja, um brinde ao Início; devagar, a reciprocidade do toque vai ficando Delicada - ao passo que divago sobre como será, o que seremos e se sobreviveremos ao acordar; seu olhar me aguça os Sentidos; quando consigo misturar
seu gosto e seu cheiro, um Óbice ao convencional; e a vontade do reencontro, minha Nova canção.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

De Costa's

Nós não temos tudo que queremos na vida. Com isso, já estou acostumado. E consoante os fatos vão acontecendo ao longo dos domingos de prazer e festa, vou entendendo que, mesmo quando temos o que desejamos, não o temos da maneira que queremos.
Assim vivo e sobrevivo ao que me toma para si, nem que seja por um momento de gozo ilimitado.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Junho

Perco o sono ao me lembrar dele se aproximando com seu jeito faceiro e encantador. Sua pele é tão macia e morena que chego a desejar beijá-lo inteiro. Sei seu nome; onde mora; o que faz, mas não sei quem sou quando o espero sentado tomando uma cerveja com uma cadeira ao meu lado – reservada, é óbvio, para ele.

Não sei meu nome, pois a única lembrança que tenho é do seu rosto visto outras vezes; não sei onde moro, simplesmente porque no momento em que penso nesse tal garoto meus pensamentos voam para bem perto dele; e não sei o que faço porque quando ele se aproxima perco a ação.

Com essa estranha, porém boa sensação, despeço-me do maio das decepções e sofrimentos e me entrego a junho. Um junho de expectativas de que será bem melhor. Um junho de novo ciclo. O junho da minha vida.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Abrigo

Nosso beijo ao entardecer. O começo da nossa música.

Sinto-me completo ao olhar-te deitado ao meu lado sorrindo esse sorriso.

Momentos que ficarão perpetuados em nossa mente e farei questão de lembrá-los quando já não estiveres por perto me dando o que mais preciso hoje: tu.

Divido cada sonho assim como minha caneta anseia por escrever mais sobre ti, tua pele, tua companhia, sobre tua cumplicidade.

O silêncio fala-nos tanto... um copo de cerveja e meus lábios te querendo é o ensejo para deliciarmo-nos nessa tarde chuvosa.

Encarar-te é achar-me em meus mais antigos quereres, os quais nem quis tanto assim. É compreender que o querer atrelado ao ter é melhor que o perder-te ao acordar-me em ti.

Beijamo-nos no escuro para não perdermos a sensação de estarmos sós. Eu e tu. Sujeitos dessa pequena oração sem adjuntos adverbiais; eu te amo, mas você é a causa disso. Responsável pelos meus desejos mais singelos.

Contigo meu dia ganha cores que eu não poderia usar sozinho; minhas tardes são preenchidas com perspectivas de uma noite inesquecível; minhas madrugadas como o vasto mar, repleto de segredos... meu abrigo.

O teu cheiro é a melhor forma de saber que estás ao meu lado.

Tu me fazes um bem enorme. Não me exaspero quando penso em não tê-lo mais perto a mim, pois és a força e o ânimo agora. O agora que denomino agora de “meu sempre”.

video

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tuas preposições... minhas conexões...


Agora minhas ações não me permitem negar o que afirmo nos pensamentos...

Lembranças vêm...
Você presente em mim.

Quando chegas com esse encanto...
Você presente a mim.

Quero dar-te aos meus sonhos...
Você presente de mim.

Olhares...

Você presente ante mim.

Minhas idas, tuas vindas...
Você presente até mim.

Meus desejos...
Você presente perante mim.

Quando acordo rindo...
Você presente desde mim.

À nossa felicidade...
Você presente entre mim.

Futuro...
Você, presente, sobre mim.

...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Viver pra mim


Não posso ser desleal com meus próprios conceitos e valores quanto à vida, pois para mim, viver é muito mais do que respirar é transpirar lutando a fim de entender o que me prende, o que me tem, o que me consome; viver é muito mais do que acordar é sentir sono depois de um dia de lutas pelo que acredito ser genuíno; viver é muito mais do que sorrir é chorar diante dos acontecimentos catastróficos ou desumanos que ocorrem todos os dias ao nosso lado; viver é muito mais do que ser feliz é se alegrar com as vitórias das pessoas que estão perto de nós e nos amam; viver é mais do que desejar a pessoa amada é querer o seu bem, não importando com quem ela esteja; viver é mais do que ser livre é permitir que os outros tenham liberdade de viver como querem, sem assumirmos posturas preconceituosas e discriminatórias com relação a eles; viver é mais do que ter algo a ensinar é aprender coisas simplórias do quotidiano com as pessoas mais simples; viver é mais do que ter fama é agir de forma com que as pessoas só lhe atribuam elogios pela honradez dispensada às suas atitudes; por fim, viver não é apenas passar pela Terra por alguns anos é ter participação ativa nas mudanças relativas à sua comunidade, ao seu povo, à sua própria vida.