quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Fácil?

              Difícil é tê-lo em meus braços, é levar marcas suas em mim, é saber que não vai passar disso. Difícil é me conformar com o que recebo, com o que é muito (para ele). Difícil é não ter coragem a fim de abrir meu coração e falar tudo que está em minha garganta desde o nosso primeiro janeiro. É difícil. 
               Difícil é nao sentir o calor do seu corpo mais um pouquinho e ser interrompido pelo tempo que nos apressa. Difícil é cessar os beijos que sempre são surreais. Difícil é se entregar por algumas horas a alguém que não está afim de te segurar. Difícil é saber que encontros por acaso são a nossa melhor condição. É difícil.

sábado, 8 de setembro de 2012

Droga!


[Alucinações de um feriado nacional]

Apartamento
Casa
Pesssoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Apartamento
Casa
Pessoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Sobe e desce várias vezes sem sentir o chão sob os pés.
Sente gosto de quê?  De As trigêmeas demais??
Cobra flutuante e mais dois bichos não lembrados...
Ou de cerveja misturada ao cigarro perdido?
Apartamento
Casa
Pessoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Havia um desejo de peixe ou por peixe... não lembra
Não reconhece este lugar
Todos começam a ficar um pouco desesperados
Imita um dependente químico em última instância
Droga!!!
Apartamento
Casa
Pesssoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Apartamento
Casa
Pessoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cem textos e homens. Sem amor...

               Poderia escrever este texto pelos mesmos motivos que escrevi vários outros... amores vividos no presente, homem (homens?) que me marcam agora... 
               Há algum tempo, tenho refletido bastante sobre o amor, o quanto já usufrui dele até hoje e se, de fato, já senti sentimento tão nobre, puro, verdadeiro e inigualável. 
               Não sei se amor pode ser pintado, escrito, compartilhado, ilustrado ou exposto. Sei que ele apenas brota em nós como algo surreal e cresce. Ele toma uma proporção impossível de aparar. Simplesmente nos lançamos nos braços de quem nos jura retribuir esse sentimento e experimentamos um tempo que pode ser o melhor ou o pior de nossas vidas. Mas isso não importa. O que realmente interessa é que nosso coração e nossa mente ficam marcados para sempre. E por mais que apareçam outros, nenhum será igual àquele que naquele momento nos tirou o sono, levou-nos a um mundo que não conhecíamos e nos fez acreditar que seríamos felizes para sempre. 
               Não sei se amei mais de uma vez. Mas isso não vem ao caso. Faço questão de recordar os momentos leves e felizes que me proporcionei ao permitir que eu próprio me encantasse com um simples abraço e entrasse de cabeça no tão famoso e esperado amor.
               Questionamentos e comentários sobre amores passados parece serem inevitáveis quando estamos investindo em um novo amar. Obviamente sem precedentes de querer machucar a nova pessoa em quem vamos mais uma vez depositar nossa confiança, respeito e... o amor. Mas há uma disparidade enorme entre não querer ferir e acabar magoando o outro. O melhor a se fazer então é entender que conviveremos sempre com os amores passados, pois eles nos deixaram marcas profundas, tanto benéficas quanto maléficas. Não precisamos fazer comparação dos sentimentos... o que sentimos não se compara, somente se sente.
Não sei . Não sei se estou amando. Não sei sequer se estou pronto para amar novamente. Amar-me é um bom começo para que eu, enfim, compreenda o que é o amor. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Apavoado...

Meus cabelos mais parecem penas de pavão

Soltos aos bons ventos, que tanto espero, vindos de longe.

Pareço querer aparecer mais para ele, agora que já estamos um pouco mais íntimos. Só um pouco exibicionista. Mas isso é o que a paixão nos promove. Esse desejo de que o outro nos repare.

Atropelo meu coração que mais uma vez sabe: será difícil.

Agora apenas o sonho de tê-lo em meus braços. E o pior é que parece mesmo que ficará apenas no sonho, sejamos realistas.

Uma sensação que já não sentia há tempo... uma demonstração de reciprocidade me deixa viajando nessa nova "vibe" deliciosa.

E que soprem mais ventos pro lado de cá! 


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Crescer nem sempre é ser independente


                 De fato, creio que confundimos crescimento com necessidade de nos sentirmos "livres". Essa necessidade já sentimos ao completarmos nove meses dentro de nossas mães e experimentamos o primeiro respirar independente, a primeira visão, o primeiro contato com o mundo. A partir daí, começamos cobrando de nós mesmos uma libertação do que nos prende. Seja de não precisar mais do braço dos adultos para nos locomover ou mesmo de segurar na mão deles para atravessar a rua. A independência, assim, vai se instaurando em nossas vidas como algo essencial e intrínseco ao amadurecimento.
                 Mas o crescimento não acontece simplesmente enquanto a idade avança. Crescer é nos entender. Crescer é saber que tudo muda; entender que os sentimentos crescem e diminuem conforme amadurecem ou não acompanham as nossas expectativas; sempre pensar que o 'para sempre' nem sempre deve ser dito; embora amemos, saber que ninguém é obrigado a nos retribuir o amor da forma como esperamos, e, sim, da maneira que o outro se sente à vontade para senti-lo e demonstrá-lo a nós; respeitar a opinião dos outros, ainda que ela seja díspar da que temos. Crescer é preciso.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Escrito's

          É interessante como a vida te apresenta pessoas e oportunidades inigualáveis. Entre escritos, desenhos, um capítulo de um livro e algumas leituras, eis que surge a admiração e o respeito a quem me faz passar tardes entretido, lendo-o através dos seus sentimentos expostos ou mesmo de histórias que nem são suas. Mas quando transpomos ao papel algo que não vivemos, sorvemos uma parte ou o todo daquilo, e é inevitável que toquemos as pessoas também sensíveis que estão dispostas a mergulharem no nosso mundo.
               O exercício da escrita é o que me salva de mim mesmo todos os dias. E o da leitura me mostra as possibilidades de fugir daqui quando já não é mais possível estar no real. Viajo ao abstrato então. Um abstrato que tem um quê de concreto e concretiza o que sou.

[Em homenagem a um amigo também escritor, que me faz viajar pelos seus escritos - Reynaldo Araújo... Sucesso pra ti, pra nós!!]

terça-feira, 17 de julho de 2012

Espera à madrugada

Gritar saudade é melhor do que silenciar os sentimentos que estão dentro, em mim. E isso faço questão de não fazer.
Calar somente quando o silêncio imperar sobre ti.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Começo de uma longa história...

               Para que eu crescesse, tu nasceste em mim. Assim, percebo-me mais vivo ao longo dos dias, os quais, na verdade, são todos. Teus. Não seus, pelo grau de cumplicidade que temos. Teus são meus pensamentos precisos. Sim, preciso dos teus braços a me abraçarem e dos teus beijos a acariciarem-me a boca. E tuas mãos passeando por mim. Poucas palavras, porque quando nos encontramos, bastam olhares e toques aguçados para nos entendermos. 


[Um mês de alegria, de mãos dadas com meu magrinho lindo]

terça-feira, 10 de julho de 2012

Minha nova tatuagem

          A compreensão está tatuada em meu coração a partir do dia quando entendi estar apaixonado por ti, um homem para amar. Desde então, meu despertar traz consigo a tua ida, pois ao levantar deixo os sonhos nos quais sempre estás presente. Meu deitar eleva minha alma e a leva para perto da tua. Assim, compartilhamos o sentimento mais puro e arrebatador que já vivemos.
          Como uma dança, pela qual somos levados pelo seu ritmo inquietante, meus pensamentos agnósticos creem no brilho dos teus olhos a me encararem. Sinto-me em um castelo, onde nele sou o rei... tu me fazes sentir assim. Teu corpo é o palácio. Tu és minha morada. Dois reis, e a nossa lei possui apenas um parágrafo.

§ 1º: Amar.

[Ao magrinho, em uma noite sem seus braços]

sábado, 7 de julho de 2012

O que acontecer...

Podem as madrugadas serem tomadas pelo sol brilhante e imponente que raia quando eu me rendo pelo sono.
Meu coração, caleijado coração de tanto sofrer por quem jamais mereceu suas pulsações, pode até ter medo de ser surpreendido por um outro alguém.
Meus desejos de que esta fase da distância vá embora podem tomar-me por inteiro.
Podem as palavras sumirem e apenas o silêncio imperar entre nós.
A música mais tocante pode tocar enquanto as lágrimas caem, seja de alegria ou de saudade.
Podem as câmeras estarem desconfiguradas, impedindo-nos de visitarmos um ao outro, mesmo a 191 km.
Pode a tristeza querer se instalar em mim ao longo dos dias em que não te abraço.

Mas o que sentimos um pelo outro continuará de forma linda, porque isso, sim, vale a pena.

[Magrinho...]