quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Completo ou inteiro?


     Estar completo é senti-lo dentro de mim e viver somente aquele momento, como se fôssemos apenas um.

        
        Ser completo é entender que os meus sentimentos nada têm a ver com o seu tesão.

        Assim, estou e sou inteiro.

domingo, 9 de dezembro de 2012

(Des)Conexão

         O vazio que despreencheu meu coração nesses cinco meses quando ficamos (mais) distantes é terrível. Sinto-me sem uma parte de mim, indissociável, responsável por minhas insônias e também por maravilhosas noites de sono, sonhando contigo. 
           Despido de ti, sofro demais, pois depois de estar acostumado – e bem acostumado – com teus beijos, penso no futuro que pensávamos juntos, mas sequer tivemos oportunidade de vivenciá-lo (ainda).
          Meus olhos fecham e sinto teu cheiro ainda entranhado em mim; minha boca seca anseia por teus abraços apertados; meus ouvidos escutam a saudade que permanece; meu nariz sente a tua voz sussurrando palavras para sempre marcantes; minhas mãos tocam a música tema do nosso relacionamento.
             Tu me deixas assim... sentidos desorientados e coração conectado a ti. 
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

sms à paixão (4)... Porque eu contínuo.

Continuo...
Continuo com o mesmo olhar apaixonado do dia 16 de maio...
Continuo com a mesma sensação de pensamento longe...
Continuo com a lembrança infinda dos teus beijos...
Continuo, ao acordar, pensando naquela manhã quando acordei sentindo teu cheiro...
Continuo ansioso pra te ver o quanto antes...
Continuo com o mesmo amor contínuo...
Continuo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

sms à paixão - Deixa-me...

Deixa-me ser teu amanhecer quando a noite insistir em permanecer...
Deixa-me ser a solidão das tuas noites frias...
Deixa-me cantar só pra ti as canções mais clichês que  falam de amores impossíveis...
Deixa-me ser tua pontualidade...
Deixa-me ser tatuado pelo que sinto, pra ficares entranhado no meu corpo até o fim dos meus dias...
Deixa-me confundir-nos quando estivermos juntos...
Deixa-me te falar sobre meus sentimentos, pois não quero perder a oportunidade de te ter simplesmente por falta de coragem de que esse sms seja lido por ti...
Deixa-me passear minha língua por teu mamilo e sentir o suor mais poético que eu posso experimentar...
Deixa-me ser tua ebriedade quando precisares se manter sóbrio...
Deixa-me, mas por favor, não me deixa assim.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Fácil?

              Difícil é tê-lo em meus braços, é levar marcas suas em mim, é saber que não vai passar disso. Difícil é me conformar com o que recebo, com o que é muito (para ele). Difícil é não ter coragem a fim de abrir meu coração e falar tudo que está em minha garganta desde o nosso primeiro janeiro. É difícil. 
               Difícil é nao sentir o calor do seu corpo mais um pouquinho e ser interrompido pelo tempo que nos apressa. Difícil é cessar os beijos que sempre são surreais. Difícil é se entregar por algumas horas a alguém que não está afim de te segurar. Difícil é saber que encontros por acaso são a nossa melhor condição. É difícil.

sábado, 8 de setembro de 2012

Droga!


[Alucinações de um feriado nacional]

Apartamento
Casa
Pesssoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Apartamento
Casa
Pessoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Sobe e desce várias vezes sem sentir o chão sob os pés.
Sente gosto de quê?  De As trigêmeas demais??
Cobra flutuante e mais dois bichos não lembrados...
Ou de cerveja misturada ao cigarro perdido?
Apartamento
Casa
Pessoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Havia um desejo de peixe ou por peixe... não lembra
Não reconhece este lugar
Todos começam a ficar um pouco desesperados
Imita um dependente químico em última instância
Droga!!!
Apartamento
Casa
Pesssoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro
Apartamento
Casa
Pessoas
Dinheiro... Apartamento Casa Pessoas Dinheiro.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cem textos e homens. Sem amor...

               Poderia escrever este texto pelos mesmos motivos que escrevi vários outros... amores vividos no presente, homem (homens?) que me marcam agora... 
               Há algum tempo, tenho refletido bastante sobre o amor, o quanto já usufrui dele até hoje e se, de fato, já senti sentimento tão nobre, puro, verdadeiro e inigualável. 
               Não sei se amor pode ser pintado, escrito, compartilhado, ilustrado ou exposto. Sei que ele apenas brota em nós como algo surreal e cresce. Ele toma uma proporção impossível de aparar. Simplesmente nos lançamos nos braços de quem nos jura retribuir esse sentimento e experimentamos um tempo que pode ser o melhor ou o pior de nossas vidas. Mas isso não importa. O que realmente interessa é que nosso coração e nossa mente ficam marcados para sempre. E por mais que apareçam outros, nenhum será igual àquele que naquele momento nos tirou o sono, levou-nos a um mundo que não conhecíamos e nos fez acreditar que seríamos felizes para sempre. 
               Não sei se amei mais de uma vez. Mas isso não vem ao caso. Faço questão de recordar os momentos leves e felizes que me proporcionei ao permitir que eu próprio me encantasse com um simples abraço e entrasse de cabeça no tão famoso e esperado amor.
               Questionamentos e comentários sobre amores passados parece serem inevitáveis quando estamos investindo em um novo amar. Obviamente sem precedentes de querer machucar a nova pessoa em quem vamos mais uma vez depositar nossa confiança, respeito e... o amor. Mas há uma disparidade enorme entre não querer ferir e acabar magoando o outro. O melhor a se fazer então é entender que conviveremos sempre com os amores passados, pois eles nos deixaram marcas profundas, tanto benéficas quanto maléficas. Não precisamos fazer comparação dos sentimentos... o que sentimos não se compara, somente se sente.
Não sei . Não sei se estou amando. Não sei sequer se estou pronto para amar novamente. Amar-me é um bom começo para que eu, enfim, compreenda o que é o amor. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Apavoado...

Meus cabelos mais parecem penas de pavão

Soltos aos bons ventos, que tanto espero, vindos de longe.

Pareço querer aparecer mais para ele, agora que já estamos um pouco mais íntimos. Só um pouco exibicionista. Mas isso é o que a paixão nos promove. Esse desejo de que o outro nos repare.

Atropelo meu coração que mais uma vez sabe: será difícil.

Agora apenas o sonho de tê-lo em meus braços. E o pior é que parece mesmo que ficará apenas no sonho, sejamos realistas.

Uma sensação que já não sentia há tempo... uma demonstração de reciprocidade me deixa viajando nessa nova "vibe" deliciosa.

E que soprem mais ventos pro lado de cá! 


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Crescer nem sempre é ser independente


                 De fato, creio que confundimos crescimento com necessidade de nos sentirmos "livres". Essa necessidade já sentimos ao completarmos nove meses dentro de nossas mães e experimentamos o primeiro respirar independente, a primeira visão, o primeiro contato com o mundo. A partir daí, começamos cobrando de nós mesmos uma libertação do que nos prende. Seja de não precisar mais do braço dos adultos para nos locomover ou mesmo de segurar na mão deles para atravessar a rua. A independência, assim, vai se instaurando em nossas vidas como algo essencial e intrínseco ao amadurecimento.
                 Mas o crescimento não acontece simplesmente enquanto a idade avança. Crescer é nos entender. Crescer é saber que tudo muda; entender que os sentimentos crescem e diminuem conforme amadurecem ou não acompanham as nossas expectativas; sempre pensar que o 'para sempre' nem sempre deve ser dito; embora amemos, saber que ninguém é obrigado a nos retribuir o amor da forma como esperamos, e, sim, da maneira que o outro se sente à vontade para senti-lo e demonstrá-lo a nós; respeitar a opinião dos outros, ainda que ela seja díspar da que temos. Crescer é preciso.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Escrito's

          É interessante como a vida te apresenta pessoas e oportunidades inigualáveis. Entre escritos, desenhos, um capítulo de um livro e algumas leituras, eis que surge a admiração e o respeito a quem me faz passar tardes entretido, lendo-o através dos seus sentimentos expostos ou mesmo de histórias que nem são suas. Mas quando transpomos ao papel algo que não vivemos, sorvemos uma parte ou o todo daquilo, e é inevitável que toquemos as pessoas também sensíveis que estão dispostas a mergulharem no nosso mundo.
               O exercício da escrita é o que me salva de mim mesmo todos os dias. E o da leitura me mostra as possibilidades de fugir daqui quando já não é mais possível estar no real. Viajo ao abstrato então. Um abstrato que tem um quê de concreto e concretiza o que sou.

[Em homenagem a um amigo também escritor, que me faz viajar pelos seus escritos - Reynaldo Araújo... Sucesso pra ti, pra nós!!]